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Páscoa

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”;

Mateus 25:34

Páscoa

Eternidade, passado e futuro se entrelaçam na sobrenatural realidade da Páscoa. Antes mesmo de haver seres humanos, montanhas, rios, animais e o próprio tempo, o Senhor já preparou seu plano para nos trazer para perto de Si mesmo. Não, a Páscoa não começou quando Cristo foi crucificado em Jerusalém e ressuscitou ao terceiro dia. Ela também não se originou no Egito, quando os primogênitos de todas as casas que não estivessem marcadas com sangue de cordeiro morreram. A Páscoa é real desde a eternidade. Como afirma a famosa frase: antes de dizer “haja luz”, Deus disse “haja cruz”!

Ao nos submetermos a este período de reflexão e meditação, antes de analisarmos as narrativas bíblicas, precisamos saber que Deus está acima da história e da experiência humana. Ele não foi surpreendido pelo pecado, seja no Éden ou nos cotidianos da nossa vida. Ele proveu o Cordeiro para sacrifício antes mesmo que houvesse homens e mulheres para pecar. Isso não é maravilhoso e ao mesmo tempo assustador? Saber que Deus já havia salvado sua alma antes mesmo que você existisse?

De fato, os relatos da Bíblia e a sua própria vida, tudo converge para esse grande Deus que manifesta seu amor, sua graça, sua soberania, sua onisciência, sua justiça, sua ira, sua bondade, e todos os seus atributos indivisíveis em um plano que foi forjado acima do tempo. A história da Páscoa não nos fala sobre um deus que foi enganado pela humanidade em um jardim mágico e precisou improvisar ao longo dos séculos, aos trancos e barrancos, para oferecer a salvação aos que mudassem de ideia sobre o rumo de suas vidas. Pelo contrário, quanto mais mergulhamos nas Escrituras, mais percebemos que todas as narrativas, tragédias, lutas, poesias e profecias contam uma mesma história: o amor sobrenatural de Deus para salvar as almas eternas de pecadores e adotá-los em sua família.

Por Cecília J. D. Reggiani

Crucificação

Eu não sei o quanto você já pesquisou sobre a crucificação, mas creio ser muito importante para a nossa fé entender o tipo de morte pela qual nosso Senhor foi submetido. Na crucificação, o transgressor (ou, no caso de Jesus, a vítima) é deitado de costas sobre uma escora de madeira em formato de cruz. Suas mãos são estendidas abertas, uma em cada extremidade, e atravessadas com pregos. Da mesma forma, seus pés são pregados ao tronco principal. Depois que o corpo está bem fixado, a cruz é levantada e encravada no chão. Por não atingir nenhum órgão vital, a pessoa crucificada fica ali por horas experimentando uma morte agonizante e lenta, sem poder sequer se mexer. Levando em consideração que, embora sendo Deus, o corpo de Jesus era plenamente humano, tão sensível, vulnerável e capaz de sentir dor quanto o nosso, podemos afirmar sem exageros que Jesus enfrentou muitas dores. Sob uma extrema fadiga de uma noite mal dormida (agonizando no jardim e, em seguida, sendo interrogado no tribunal de Pilatos), a sexta-feira da paixão foi marcada por muitos açoites e espancamentos. Tiraram suas roupas, deram-lhe um manto de púrpura, confeccionaram uma coroa de espinhos e, rindo, a puseram em sua cabeça. Cuspiram e bateram nele. E depois de tudo isso, o crucificaram entre dois ladrões. Durante seis horas Ele esteve pendurado frente à multidão. Seminu e sangrando dos pés à cabeça, Cristo ainda foi zombado até o último instante. Essa foi a morte horrenda que Cristo enfrentou por nós! Agora tente imaginar que ele passou por tudo isso sem dizer uma só palavra, sem murmurar. Seus sacrifícios foram vicários porque ele não mereceu nenhuma sequer das acusações que lhes foram feitas. Jesus não estava sofrendo em razão dos seus próprios pecados, mas dos nossos. Ele fez tudo isso de maneira voluntária. Por essas e outras que o registro histórico da sua morte é algo terrível e maravilhoso ao mesmo tempo. Somente um coração muito insensível em relação ao Evangelho não se comoveria com o fato de que Cristo padeceu de todas essas coisas para nos comprar a redenção. Foi para que fôssemos sarados, declarados inocentes; para que pudéssemos receber uma coroa de glória e fôssemos vestidos da Sua eterna justiça.

Temos, de fato, uma enorme dívida com Cristo. Tudo o que somos, temos e esperamos, deve-se à sua vida e à sua morte. Por isso, louvemos a Deus diariamente pelo sacrifício voluntário do nosso Fiador, que foi perfeitamente recebido pelo Pai. Que possamos manter em nossas mentes – não só nas festividades da Páscoa – que ele carregou “em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados” (1 Pe 2.24); que ele não conhecia pecado, mas foi feito pecado por nós “para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21); que “Ele se fez maldição em nosso lugar” (Gl 3.13); “para tirar os pecados de muitos” (Hb 9.28); que ele foi “transpassado pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades” (Is 53-5).

Por Renata Stanquini

Ressurreição

De todos os acontecimentos narrados nos evangelhos, a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo é a mais especial. Não é à toa que nenhum dos quatro autores deixa de relatar com clareza e em detalhes o que aconteceu naquela manhã de domingo e nos dias que se seguiram. Se pararmos para observar, veremos que nem Mateus, nem Marcos, muito menos Lucas e João usam da mesma dedicação para provar que os milagres realizados durante o ministério de Jesus foram reais. Nenhum deles reúne o máximo de testemunhas possível para tentar provar que a água realmente se transformou em vinho ou que a mão atrofiada daquele homem no templo foi curada de verdade. Mas, quando se trata da ressurreição, nenhum fato ligado a ela é deixado de fora. Todos os autores, sem exceção, deixam provas incontestáveis de que Jesus de fato ressurgiu.

Houve um grande terremoto e um anjo do Senhor desceu dos céus, removeu a pedra e assentou-se sobre ela. A partir daí, foram registradas pelo menos três ocasiões distintas em que o Senhor foi visto. Ele apareceu a Maria Madalena na entrada do sepulcro. Em seguida, para duas testemunhas que caminhavam até a aldeia de Emaús e finalmente aos onze discípulos, todos reunidos no mesmo lugar. Ele fez ainda outras refeições com os discípulos, provou suas chagas a Tomé, o incrédulo, e ascendeu aos céus a vista de todos aqueles homens e mulheres, os quais haveriam de sofrer muito pelo que estavam testemunhando naquele momento.

Podemos confiar que Maria Madalena, Pedro, João e os demais discípulos não foram acometidos por nenhum tipo de alucinação coletiva. Eles realmente viram ao Senhor. E por que essa afirmação é tão importante? Porque o fato de que o nosso Senhor Jesus Cristo ter ressurgiu dentre os mortos é motivo não só de alegria para o coração do crente como também de esperança. Cristo vivo é a garantia de que nossa dívida realmente foi paga. Sua vitória sobre a morte significa uma eternidade inteira livre do inferno; uma eternidade inteira na presença de Deus. Seu sacrifício perfeito foi aceito pelo Pai Celestial que o viu como Fiador e Substituto nosso. Sua saída da sepultura é a nossa medalha. Sem isso, não passamos de pessoas patéticas atribuindo divindade a um ser tão limitado quanto nós mesmos. A ressurreição é o que sustenta todo o cristianismo. É por isso que Paulo diz “Quem os condenará? É Cristo quem morreu, ou antes, ressuscitou” (Rm 8.34). Fomos regenerados “para uma viva esperança mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”. (1 Pe 1.3). A sepultura não pôde segurá-lo além do tempo determinado pelo Pai. Cristo ressurreto é a nossa esperança!

Por Renata Stanquini

*Este texto integra o Estudo devocional – Cristo Nossa Páscoa disponível no Benditas Blog
*Confira reflexão completa em:
https://benditas.blog/2019/02/25/estudo-devocional-ilustrado-cristo-a-nossa-pascoa/?fbclid=IwAR06Q_Hot5eq9DJA8fIaTkwjtaMqE2NmmCiVWrzlFo97-erw8MsDk-nGnJ4

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