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Inteligência artificial – Parte II

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Uma Perspectiva Cristã Sobre a Inteligência Artificial: Como Cristãos Devem Pensar Sobre Máquinas que Pensam? – Parte II

Steve VanderLeest — Calvin College, Grand Rapids, MI, USA

Derek Schuurman — Redeemer University College, Ancaster, Ontario, Canada

Tradução: Moisés Lisboa

Este texto é uma tradução de parte de um artigo publicado em 2015 na Christian Engineering Conference‎. O artigo completo, em inglês, pode ser encontrado aqui, ou no site da conferência.

 

 

 

  1. O Que Significa Ser Humano?

 

À medida que desenvolvemos tecnologia para prover algumas funcionalidades maravilhosas, será que existe um ponto em que nós cruzamos uma linha limite, um ponto a partir do qual máquinas se tornam humanas em certo sentido? Ou isso é impossível? Para responder essa questão, precisamos entender o que significa ser humano.

 

Os seres humanos sempre tiveram uma crise de identidade. Durante grande parte de nossa história registrada, utilizamos definições de humanidade ou pessoalidade muito problemáticas, garantindo poder para alguns e, ao mesmo tempo, pouco ou nenhum direito para outros. Em certos momentos, alguns pensaram que nosso gênero ou a cor de nossa pele formava uma parte essencial dessa definição. Se erramos sendo muito restritivos no passado, será que temos o risco de, agora, errar sendo muito abrangentes? Nesta seção, consideraremos primeiro a divisão clássica de uma pessoa em corpo e alma. Depois, identificaremos alguns atributos humanos que podem ser considerados essenciais para nossa própria identidade. Por fim, descrevemos o Teste de Turing para inteligência e um exemplo de crítica que esse teste recebeu.

 

3.1 – Mente, corpo e espírito

 

O que constitui a pessoa humana? Diferentes escolas de pensamento em ontologia (a filosofia que explora a natureza do ser ou existência) sugeriram antropologias que afirmam ou negam a existência de pelo menos três partes diferentes: o corpo, a mente e a alma. O corpo é composto de nosso ser físico, incluindo nossos neurônios e cérebro. A mente consiste em nossos pensamentos e consciência. A alma é “a parte de nós que podemos dizer que é eterna ou que transcende, de alguma forma, o corpo mortal”.14

 

A maioria das visões antropológicas pode ser categorizada como monismo ou dualismo.15 O monismo afirma que seres humanos são feitos de uma substância. Thomas Hobbes foi um defensor do monismo, argumentando que consciência e alma surgem tão somente das funções do corpo.16 Diferentemente, o dualismo mantém que seres humanos são, de alguma forma, feitos de duas partes, frequentemente identificadas como corpo e alma. O dualismo inclui muitas teorias sobre como o corpo e a alma são separados, embora sejam relacionados. O dualismo platônico via o corpo como um suporte material para o espírito, algo que eventualmente seria descartado. René Descartes, um filósofo do início do período moderno que promoveu uma forma de dualismo, sugeriu que o corpo era como uma máquina que interagia com a mente. Embora a Bíblia não seja um livro texto de antropologia filosófica, existem muitos versos indicando que nós somos mais do que nossos corpos. Por exemplo, Paulo diz que nós “temos, pois, confiança e preferimos estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:8, NVI). A visão do “dualismo holístico” reconhece tanto a integralidade do corpo e da alma quanto afirma a noção de que a pessoa continua a existir depois da morte, sem um corpo material.17

 

Uma terceira visão bem menos disseminada é a tricotomia, a noção de que seres humanos são feitos de três componentes: corpo, alma e espírito. O espírito é o “self” humano, enquanto a alma faz a mediação entre o corpo e o espírito.18 Tricotomistas podem apelar para interpretações literais de versos do Novo Testamento, como 1 Tessalonicenses 5:23: “Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Entretanto, devemos ter cuidado ao usar as escrituras dessa forma. O ponto desse verso não parece ser uma lição sobre antropologia, mas sim que devemos nos preservar e guardar de forma integral.19

 

Recentemente, muitos filósofos ocidentais modernos abraçaram o materialismo, uma forma de monismo que nega a presença de uma alma e mantém que a realidade é feita somente das coisas físicas em nosso redor. Em seu livro, The concept of Mind, Gilbert Ryle rejeita o dualismo e o ridiculariza como o “mito do fantasma na máquina”.20 A visão materialista também foi promovida por Ray Kurzweil em uma série de livros, tais como The Age of Spiritual Machines e How to Create a Mind. Essa perspectiva descarta a noção de uma alma, concluindo que nossas mentes e consciências surgem inteiramente de nosso cérebro físico. Alguns materialistas explicam a complexidade da mente atribuindo-a às interações de muitas entidades simples, da mesma forma que ocorre em uma colônia de formigas. Embora cada formiga pareça agir de forma randômica, comportamentos mais complexos emergem se considerarmos o nível da colônia.21 “A noção de emergência sugeriria que uma rede como essa, ao atingir certa massa crítica, começaria a pensar espontaneamente”.22

 

 

Nossa visão a respeito da pessoalidade humana tem profundas implicações. Por exemplo, uma visão materialista aplicada à mente (o que às vezes é chamado de fisicalismo) concluirá que todas as doenças da mente ou do espírito são redutíveis a uma doença do corpo que pode ser tratada por meio de fármacos.23 Matthew Dickerson argumenta que o fisicalismo tem implicações significativas para áreas como criatividade, heroísmo, ecologia, e também para a razão e a ciência.24 Apesar de rejeitar o aspecto espiritual, o próprio materialismo tem aspectos religiosos. A própria crença de que não há nada além do físico é uma crença religiosa, uma vez que identifica o físico como uma realidade incondicional que é a explicação última para nossa existência. Para um fisicalista, ser humano se reduz, simplesmente, a interações de partículas básicas.25 Entretanto, se considerarmos que somos mais do que simplesmente um corpo físico, como isso molda nossa visão do que significa ser humano?

 

3.2 Quais atributos são essencialmente humanos?

 

Nesta seção nós faremos um inventário de várias características que alguns sugeriram serem qualidades humanas essenciais, i.e., atributos que nos definem como humanos. Nós não afirmamos que a lista é exaustiva. Em vez disso, ela demonstra a amplitude das ideias consideradas centrais para nossa identidade.

 

3.2.1 – Inteligência

 

Alguns tecnologistas trabalhando em IA não definiram como meta a replicação de humanos, mas, em vez disso, a replicação da inteligência. Será que a inteligência (a habilidade de aprender e aplicar esse aprendizado) é uma qualidade essencial de nossa humanidade? Ela é um talento único dos humanos, inalcançável por qualquer outra criatura natural ou artificial? É possível que uma máquina tenha uma lógica e uma racionalidade superiores, ultrapassando os humanos em raciocínio dedutivo? O computador Deep Blue da IBM foi capaz de vencer o campeão mundial de xadrez, Garry Kasparov, em 1997. Se uma máquina pode jogar xadrez melhor que o melhor jogador humano, isso a faz inteligente?

 

3.2.2 Senciência

 

Fortemente associada à inteligência, a senciência é a habilidade de perceber. A percepção é uma qualidade humana essencial? Será que a consciência, a autoconsciência, é o ingrediente principal da pessoalidade? A comunidade de IA tem um longo histórico de controvérsia sobre o que significa autoconsciência. Douglas Hofstadter, em seu célebre livro de 1979, Godel, Escher, Bach, explorou ideias de recursão, autorreferência e a ideia do “loop estranho” (strange loop) como níveis possíveis que podem permitir ao todo ser maior que a soma de suas partes. Essa é a ideia de emergência: que componentes simples podem interagir de forma que um comportamento mais sofisticado, talvez inteligente, emerja.

 

3.2.3 – Emoção

 

A emoção muitas vezes é considerada parte de nosso intelecto, um componente peculiar que não é lógico nem realiza cálculos, embora possa frequentemente ser previsto. A emoção parece estar conectada tanto ao nosso estado mental quanto aos nossos corpos. As emoções fazem nossos corações acelerarem e nossas mãos suarem. Ela nos deixa contentes e satisfeitos ou chateados e desapontados. Para sentir emoções, é necessário ter inteligência e autoconsciência. Por exemplo, as pessoas ficam bravas depois de uma série de insultos somente porque entendem o significado dos insultos e compreendem que eles são direcionados a elas pessoalmente.

 

3.2.4 – Alma

 

Como cristãos, consideramos a alma uma parte essencial de nosso ser; de fato, consideramos que ela é a parte que sobrevive à morte. Além disso, este é frequentemente o atributo que muitos acreditam que nos define de forma única como humanos, particularmente quando outros atributos não parecem ser suficientemente únicos porque os encontramos, pelo menos parcialmente, em outras criaturas. Por exemplo, nós obsevamos emoção em chimpanzés ou golfinhos e podemos perceber inteligência em um computador que joga xadrez. Em contraste, a alma parece ser confinada a humanos. Entretanto, não é possível medir a presença de uma alma como um teste de humanidade. Matthew Dickerson, um cientista da computação, argumenta de forma perspicaz que assumir que podemos testar cientificamente a presença do espiritual pressupõe que o espiritual é redutível ao material – o que equivale a dizer que o espiritual não existe.26

 

3.2.5 – Ser vivente

 

Se nosso corpo é uma parte essencial de nossa humanidade, então parece que a biologia é um componente necessário da humanidade. Esta é a parte de nossa humanidade que compartilhamos com outras criaturas vivas. Entretanto, ter um nascimento biológico natural não parece fazer parte desta qualificação, uma vez que não percebemos nenhuma distinção para bebês de proveta. A forma como nós trataríamos clones humanos, ou humanos com alterações significativas em sua composição genética ainda é uma incógnita.

 

3.2.6 – Criatividade e uso de ferramentas

 

Em vez de distinguir seres humanos pela forma como eles pensam – homo sapiens –, muitos apontam nossa habilidade de fazer ferramentas como aquilo que nos distingue de outras criaturas. Assim, somos homo faber, humanos como criadores. Inventar novos dispositivos, compor novas músicas e inovar nos negócios são todos exemplos de criatividade que podem também ser sinais de uma qualidade essencial de nossa humanidade. O humor é um tipo de criatividade necessária para interagir de forma descontraída uns com os outros e, às vezes, a risada é considerada como algo unicamente humano.

 

3.2.7 – Livre arbítrio

 

Seres humanos têm livre arbítrio (a habilidade de escolher)? Ou nossas circunstâncias, genética e estado mental determinam nosso curso de ação? Vaclav Havel coloca esse atributo como essencial: “o segredo do homem é o segredo de sua responsabilidade”. Nós não podemos ser considerados moralmente responsáveis por um ato a menos que tenhamos uma escolha (agir ou não agir). Agência moral, a habilidade de escolher e de ser responsabilizado moralmente por nossas decisões, talvez seja algo unicamente humano. Enquanto alguns argumentaram que um computador nunca possa ser humano porque não pode verdadeiramente tomar uma decisão livre, outros consideram que seres humanos também não podem tomar decisões livres, subscrevendo, desta forma, a alguma versão de determinismo.

 

3.3 – Implicações do materialismo

 

Levar a visão materialista às suas conclusões lógicas negaria a possibilidade de vários dos atributos listados acima. O fisicalismo aplica os princípios do materialismo ao cérebro, de forma que “nossos cérebros são fenômenos naturais e devem seguir as leis de causa e efeito manifestadas em máquinas”.27 Uma visão fisicalista estrita negaria a presença da alma, sugerindo que nós somos apenas corpos operando sob leis físicas. Adicionalmente, tal visão rejeitaria a noção de livre arbítrio. Kurzweil destaca que “se o processo de tomada de decisão dos seres humanos é baseado em tais interações previsíveis de partículas básicas, então nossas decisões também têm que ser predeterminadas. Isso contrariaria a liberdade humana de escolher”.28 Além disso, se nossos pensamentos são apenas as “interações de partículas básicas”, então a criatividade também é uma ilusão. Matthew Dickerson argumenta que “na medida em que a criatividade é definida em termos de originalidade… autômatos físicos, sejam do tipo computador digital ou do tipo humano bioquímico, não são capazes de originar nada”.29 De acordo com essa visão, as emoções também seriam reduzidas apenas a interações de partículas básicas.

 

O materialismo e o fisicalismo são altamente reducionistas e isso tem impactos profundos sobre como nós vemos nossa humanidade. Atributos humanos como a alma, o livre arbítrio, a criatividade e as emoções são, essencialmente, ilusões, redutíveis às leis da física. Além disso, eles têm implicações para nosso entendimento do conhecimento e da verdade. O materialismo é um tipo de naturalismo, e C.S. Lewis observa que o naturalismo “oferece algo que professa ser uma explicação completa de nosso comportamento mental, mas essa explicação, quando examinada de forma mais cuidadosa, não deixa espaço para os atos de conhecer ou para os insights dos quais dependem o pleno valor de nosso pensamento como um meio de se chegar à verdade.30 Ironicamente, uma visão fisicalista da realidade leva até mesmo a uma desvalorização de nosso corpo físico, potencialmente levando a um novo tipo de gnosticismo. Kurzweil sugere que “Nós não precisamos sempre de corpos reais. Se estivermos em um ambiente virtual, então um corpo virtual será suficiente”.31

 

Quais são os atributos que definem nossa humanidade? Mesmo se alguém rejeitar a visão fisicalista, não está claro que qualquer desses atributos, ou quaisquer outras características propostas, possam categorizar definitivamente humanos e não humanos. Não apenas é difícil identificar de forma conclusiva os atributos que são suficientes; também é difícil simplesmente listar quais são os atributos necessários. Talvez a importância de uma lista como essa não esteja em ser utilizada como uma ferramenta para determinar quem está no “clube” dos humanos, mas, em vez disso, em encorajar e desafiar cada um a se desenvolver e crescer em direção aos melhores seres humanos que podemos ser. Para determinar o que é melhor, precisamos identificar nosso propósito. Entretanto, antes de passar a esse assunto sob a ótica das escrituras, vamos considerar outro teste que foi proposto e que é muito conhecido na comunidade de IA.

 

3.4 – O Teste de Turing

 

Em vez de tentar catalogar os atributos necessários para demonstrar inteligência, Alan Turing, o pioneiro da computação, sugeriu, em um célebre artigo de 1950, “Computing Machinery and Intelligence”, um teste chamado o “jogo da imitação”, que poderia ser utilizado para responder a pergunta: “As máquinas podem pensar?”.32 O teste proposto teria um interrogador humano enviando mensagens remotamente tanto para um ser humano quanto para um computador (sem saber qual era qual) e recebendo respostas de volta. Se o interrogador não pudesse dizer a diferença entre o ser humano e a máquina, Turing sugeriu que poderíamos dizer que o computador estava pensando. Desde então, este teste passou a ser conhecido como o “Teste de Turing”.  A previsão de Turing era de que o teste que ele propôs seria vencido por volta do ano 2000. Um programa de computador recente, que simulou um garoto ucraniano de 13 anos, supostamente passou no teste de Turing em 2014, mas apenas por uma pequena margem.33

 

Muitos desafios foram apresentados para as pressuposições inerentes ao teste de Turing. A validade do teste de Turing baseia-se em uma noção filosófica chamada funcionalismo. Essa noção sugere que os estados mentais podem ser reduzidos a mapear entradas sensoriais a saídas comportamentais. O filósofo John Searle desafia essa ideia, descrevendo um experimento mental chamado de experimento da sala chinesa.34 Primeiro, Searle considera um computador que passa no teste de Turing, adicionando, entretanto, a estipulação de que o teste é conduzido em chinês. Ele então conduz um segundo experimento, no qual uma pessoa que entende apenas Inglês é colocada em uma sala. Mensagens em chinês são passadas para a sala. Seguindo um elaborado conjunto de instruções em inglês, que é baseado no programa do computador que passou no teste de Turing chinês, a pessoa que fala inglês associa os símbolos chineses com instruções sobre como retornar uma mensagem arranjando outros símbolos. Para uma pessoa fluente em chinês que está do lado de fora, ficará parecendo que a pessoa na sala (que fala apenas inglês) entende chinês. Entretanto, como esse experimento demonstra, a pessoa na sala não entende nada de chinês. Searle argumenta que algo similar ocorre no caso do computador, no sentido de que ele é essencialmente uma máquina processadora de símbolos, não sendo possível dizer que ele pensa. Ele distingue entre “IA fraca” e “IA forte”. A “IA forte” afirma que máquinas executando o “software certo” poderiam se tornar uma mente, enquanto a “IA fraca” afirma que máquinas só podem simular o pensamento.

 

Se uma máquina pode jogar xadrez melhor que o melhor jogador humano, isso a faz inteligente? Searle diria que não; que são apenas os programadores humanos que são inteligentes e programaram a máquina para implementar suas ideias. Entretanto, como isso é diferente de um treinador humano que ensina um estudante a jogar xadrez? Nós consideramos que o treinador é inteligente e que o estudante está meramente seguindo, deterministicamente, as regras que lhe foram ensinadas?

 

Agora nos voltaremos para a Bíblia, para buscar mais insights sobre a questão da identidade humana, olhando para além de nossos atributos autoidêntificados e focando, em vez disso, em nosso propósito, determinado pelo nosso Criador.

 

Notas – Parte II

  1. Matthew Dickerson, The Mind and the Machine: What It Means to Be Human and Why It Matters, Brazos Press, 2011, pp xvi-xvii.
  2. Observe que o termo dualismo tem significados diferentes em contextos diferentes. Neste contexto, estamos nos referindo à noção geral de que seres humanos são, de alguma forma, constituídos de duas partes.
  3. John W. Cooper. Body, Soul, & Life Everlasting, Eerdmans Publishing, 1989, pp. 17-18.
  4. ibid, p. 120.
  5. ibid., p. 9.
  6. ibid. pp. 107-108.
  7. Gilbert Ryle, The Concept of Mind, Hutchinson, 1949, p. x.

 

  1. Douglas R. Hofstadter. Godel, Escher, Bach: an Eternal Golden Braid, Basic Books, 1979, pp. 315-316.

 

  1. Hillis, p. 175.

 

  1. Dickerson, pp. xxi-xxii.

 

  1. Dickerson, Chapters 2-4.

 

  1. É importante destacar que o fisicalismo não implica necessariamente em determinismo. Alguns fisicalistas sugerem que efeitos quânticos poderiam explicar a aleatoriedade (que não pode ser predeterminada).

 

  1. Dickerson, p. 27.

 

  1. Kurzweil, p. 57.

 

  1. ibid., p. 58.

 

  1. Dickerson, pp. 58-59.

 

  1. C.S. Lewis, Miracles, Harper Collins, p. 27.

 

  1. Kurzweil, p. 142.

 

  1. Turing, Alan. “Computing Machinery and Intelligence.” Mind, 59, 1950, pp. 433-60.

 

  1. “Computer AI passes Turing test in ‘world first’”, BBC, June 9, 2014. http://www.bbc.com/news/technology-

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  1. Searle, John R. “Minds, Brains and Programs.” Behavioral and Brain Sciences, 3, no. 3, 1980, pp. 417-57.

 

 

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