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Inteligência artifical – Parte III

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Uma Perspectiva Cristã Sobre a Inteligência Artificial: Como Cristãos Devem Pensar Sobre Máquinas que Pensam? – Parte III

Steve VanderLeest — Calvin College, Grand Rapids, MI, USA

Derek Schuurman — Redeemer University College, Ancaster, Ontario, Canada

Tradução: Moisés Lisboa

Este texto é uma tradução de parte de um artigo publicado em 2015 na Christian Engineering Conference‎. O artigo completo, em inglês, pode ser encontrado aqui, ou no site da conferência.

 

 

 

4 – A identidade humana nas escrituras

 

A seção anterior explorou algumas abordagens escolhidas por filósofos e (em alguns casos) cientistas para determinar o que nos faz humanos, ou o que constitui o ato de pensar. Os cristãos deveriam considerar essas questões como sendo particularmente importantes, uma vez que a nossa identidade como seres humanos deve estar intimamente conectada com nosso propósito ao sermos criados.  Assim, nesta seção exploraremos alguns conceitos e referências bíblicas que nos ajudarão a entender a nossa identidade como seres humanos e o papel da tecnologia. Nós exploraremos estes conceitos utilizando categorias que correspondem à narrativa – em três partes – da criação, queda e redenção.

 

4.1 Ser humano criado

 

Gênesis 1:27 relata a criação do homem. Em comparação a todos os atos de criação anteriores, nós somos únicos: as únicas criaturas criadas por Deus as quais ele conferiu, também, sua imagem. Sendo imago Dei, nós refletimos o criador. A passagem de Gênesis oferece poucas explicações sobre o que significa ser criado à imagem de Deus, embora a sentença imediatamente posterior indique que Deus criou seres humanos do sexo masculino e feminino. Muitos consideraram que essa sentença adjacente implica que o relacionamento é uma parte dessa imagem. Richard Mouw sugere isso, observando que “nós somos seres sociais porque Deus nos criou com profundas necessidades e desejos comunitários”.35 Ele sugere ainda que a imagem não encontra sua plenitude em nenhum ser humano individual, mas apenas na “rica diversidade da humanidade espalhada em muitos lugares e tempos”.36 Da mesma forma que Mouw, Gunton também argumenta que parte de nosso ser essencial é nossa condição de seres relacionais: “[que] a visão platônica ainda está presente em premissas profundamente enraizadas de nossa cultura fica evidente, por exemplo, pela crença muito disseminada de que se um computador pudesse pensar, ele seria um tipo de pessoa; como se a relacionalidade e, especialmente, o amor, não fossem também essenciais ao nosso ser.”37 Essas ideias gêmeas de relacionamento e amor são vistas de forma concisa nas instruções de nosso Senhor para seus discípulos, quando ele está preparando-os para sua morte iminente e ordena: “amem-se uns aos outros” (João 15:17).  Talvez nós sejamos mais verdadeiramente humanos quando refletimos a imagem de Deus nessas duas ideias.

 

Outro reflexo da imagem de Deus é nossa habilidade de criar. Embora todos os seres humanos tenham certa dose de criatividade, a Bíblia fala de uma dose extra de criatividade que Deus deu a Bezalel, o artesão que recebeu a tarefa de construir o tabernáculo.

 

Disse então o Senhor a Moisés: “Eu escolhi a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze, para talhar e esculpir pedras, para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal”.


Êxodo 31:1-5 (NVI)

 

 

Matthew Dickerson argumenta que a criatividade é a habilidade de fazer algo original e “trazer à existência algo novo, que não procede inteiramente daquilo que aconteceu antes ou de algo que já existe”.38 Ele argumenta que máquinas são controladas por causas físicas (previsíveis ou imprevisíveis) e, portanto, de acordo com essa definição, não podem ser criativas.39 Modos estéticos de conhecer não podem ser reduzidos a processos físicos. Em contraste, uma visão materialista dos seres humanos sugeriria que a criatividade é apenas uma ilusão.

 

Independentemente da forma como entendemos nosso status de seres criados à imagem de nosso Criador, existe o risco de definir limites muito estreitos em torno de nossa humanidade. Se nos definirmos como seres inteligentes, o que isso diz sobre pessoas com inteligência abaixo da média? Se nos definirmos como tendo um nascimento biológico natural, então o que isso diz sobre bebês de proveta ou clones humanos (caso venham a existir um dia)? Se exigirmos emoção e criatividade, o que isso diz sobre a pessoa que está em coma? Assim, o perigo de circunscrever nossa humanidade de forma muito estrita é considerar que certas pessoas são, de alguma forma, menos humanas, sejam elas fetos, uma pessoa idosa senil, um homem em coma ou uma criança com uma grave lesão cerebral. Seria um erro definir algum teste decisivo para determinar o que significa ser humano baseado em atributos como inteligência ou criatividade. Em vez disso, devemos afirmar o claro ensino bíblico de que Deus fez o ser humano à sua imagem. Nosso status ontológico como seres humanos parece ser distinto do resto da criação (incluindo as máquinas). Isso implica que a pessoalidade humana precisa ser considerada, mesmo quando certos atributos humanos são menos evidentes devido à idade, capacidade ou enfermidades.

 

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Ilustração 1 – “Em Corpo e Alma” – por Carina Schuurman

 

Um materialista rejeitaria a noção de alma, livre arbítrio e criatividade, uma vez que essa visão considera tudo como sendo determinado por leis naturais. Em contraste, uma visão cristã reconhece a diversidade assim como a complexidade irredutível da realidade. Geertsema conclui que “[p]ara uma implementação responsável de todos os tipos de tecnologia é de crucial importância que a natureza distinta da pessoalidade humana seja levada em consideração”.40 Uma perspectiva cristã é moldada pela percepção de que Deus nos criou com a habilidade de responder a ele; e com essa habilidade vêm a liberdade e a responsabilidade. Parte dessa responsabilidade é dada no mandato cultural (Genesis 1:28), em que os seres humanos são chamados a cuidar da terra e manifestar todas as possibilidades latentes na criação. Liberdade e responsabilidade implicam que temos uma escolha. A habilidade de escolher (e especialmente de tomar decisões morais) talvez seja o atributo mais difícil de entender sobre nós mesmos. Como o Criador pode dar à criatura a habilidade de fazer algo diferente daquilo que ele deseja? E, no entanto, foi isso que Deus nos deu. Essa habilidade toca no paradoxo entre eleição e livre arbítrio; ela nos faz humanos, e, talvez mais do que qualquer outra habilidade, nos diferencia das máquinas. Mas foi ela, também, que permitiu nossa queda.

 

4.2 Ser Humano Caído

 

Visões como o materialismo elevam “um aspecto do ser humano ao nível último, distante de qualquer dependência ou responsabilidade diante de Deus, o criador”.41 Anthony Hoekema identifica isso como um tipo de idolatria: adorar um aspecto da criação em vez do Criador. Outros (como Kurzweil) colocam sua confiança na esperança de que um dia seremos capazes de baixar nossos cérebros para um computador, alcançando, dessa forma, um tipo de imortalidade. Isso é um exemplo de tecnicismo: confiar na tecnologia como salvadora da condição humana. Fred Brooks observa que a retórica no campo da IA tem “ecoado os construtores da Torre de Babel: ‘Faremos máquinas que pensam; faremos cérebros gigantes’”.42 Brooks sugere que tais objetivos, “embora glamorosos e motivantes, colocaram a disciplina na direção errada”.43 Somos responsáveis pela direção que nossas tecnologias tomam; isso também vale para a área de IA.

 

Como Brooks menciona, esta postura não é nova. A história da Torre de Babel descreve pessoas que usam a tecnologia para construir um nome para si mesmas (Genesis 11:4). Outros exemplos nas Escrituras incluem o Rei Uzias. Ele construiu torres e inventou dispositivos para uso militar que o fizeram poderoso. “Entretanto, depois que Uzias se tornou poderoso, o seu orgulho provocou a sua queda” (2 Crônicas 26:16). A tecnologia de IA, como muitas outras tecnologias, dá mais poder ao usuário. Esse poder pode nos fazer mais orgulhosos e levar à nossa derrota. Em resposta ao tecnicismo, nós afirmamos com o salmista: “Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor nosso Deus” (Salmos 20:7).

 

Nossa intenção não é sugerir que a tecnologia é inerentemente má. Ela é corrompida pelo pecado da mesma forma que toda a criação. Seguindo as ideias de Wolters44, acreditamos que Deus criou estruturas inerentes como originalmente boas, incluindo o casamento, governo, música, matemática, tecnologia, dentre outras. Entretanto, o pecado afeta a direção dessas estruturas, afastando-as de Deus. Assim, da mesma forma que exemplos de casamentos e governos ruins não devem nos levar à conclusão de que o casamento ou o governo são maus em si, também não devemos deixar que exemplos de tecnologias ruins nos levem a evitar a tecnologia como um todo.

 

Todos os seres humanos são caídos em virtude da escolha feita por nossos primeiros pais. Romanos 8:22 nos diz que, não apenas nós, mas toda a criação agora geme sob o peso do pecado. Sendo assim, será que nós passamos essa natureza pecaminosa não apenas para nossos filhos biológicos, mas também para nossas criações tecnológicas? Se toda a criação foi corrompida, então, sim, nossas invenções técnicas também são afetadas pelo pecado. Devemos destacar que, embora a IA e os robôs sejam afetados pelo pecado, se eles não possuem agência moral, então eles não podem dar origem ao pecado. Ser moralmente responsabilizado por um ato implica em liberdade e escolha; programas de IA simplesmente seguem um programa. Assim, o pecado se torna evidente nas máquinas quando os seres humanos as desenvolvem e utilizam de maneiras que vão contra o intuito de Deus para sua criação. Aqueles que esperam que a IA vai, de algum modo, nos permitir superar a nós mesmos, produzindo uma criatura inteligente, mas sem pecado, estão errados. Toda a criação está gemendo, incluindo nossas máquinas, e nenhum esforço humano pode remover essa corrupção. Nossa redenção não está em nossa tecnologia.

 

 

4.3 Ser Humano Redimido

 

Como cristãos, acreditamos que Deus criou todas as coisas originalmente boas, incluindo os seres humanos. Acreditamos que, com nossos primeiros pais, caímos no pecado, afetando toda a criação neste ato. Somente por meio de Cristo temos redenção: é pela graça que somos salvos. Como cristãos, somos chamados para sermos agentes redentivos de Cristo no mundo. Como engenheiros, somos particularmente chamados a usar nossos dons criativos para desenvolver tecnologia redentiva. Como seriam essas ferramentas? Elas nos permitiriam cumprir melhor nosso propósito. Elas nos ajudariam a trazer shalom. Após seu trabalho com o ELIZA, Joseph Weizenbaum refletiu sobre o papel apropriado para os computadores. Ele concluiu que computadores não devem ser utilizados para fazer tarefas que requerem sabedoria.45 Weizenbaum conclui que “existem limites para o que computadores devem ser usados para fazer”.46 Nosso propósito é amar a Deus e nosso próximo, encher a terra e cuidar dela, agir de forma justa, amar a misericórdia, e andarmos humildemente com nosso Deus. Essas são coisas que não devemos transferir para as máquinas. Por quê? Independentemente do fato das máquinas serem capazes ou não de realmente fazer essas coisas, os seres humanos não devem delegar aquelas tarefas que fazem parte de nosso próprio propósito. Ferramentas que nos ajudam a cumprir nossos propósitos devem ser apreciadas, mas ferramentas que supostamente cumprem nosso propósito em nossos lugares devem ser rejeitadas. Imagine inventar uma máquina que, em vez de nos ajudar a orar e adorar, fizesse isso por nós, de modo que nós mesmos não sentíssemos mais necessidade de realizar tais atividades. Uma máquina como essa seria completamente inadequada; seus usuários estariam verdadeiramente iludidos. No restante desta seção exploraremos como a IA pode nos ajudar (mas não substituir) na busca de nosso propósito. Miquéias 6:8 (NVI) pode ser um guia útil para engenheiros garantirem que os requisitos de nossos projetos estão de acordo com os requisitos de Deus:

 

“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: Pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus”.

 

 

Poderíamos usar a tecnologia de IA para nos ajudar a buscar por justiça, tornando possível que um advogado ajude os membros menos afortunados da sociedade por um preço razoável, usando um sistema especialista baseado em IA como um primeiro contato “help desk”. Entretanto, seria importante que o advogado não ficasse apenas olhando e deixasse que apenas o sistema especialista oferecesse conselhos para o cliente. Em vez disso, o advogado deve usar o sistema especialista como um assistente para fazer uma primeira entrevista, de forma que a reunião pessoal seguinte se tornasse mais efetiva. Tal combinação de seres humanos e máquinas poderia ajudar os pobres das áreas rurais a obterem pelo menos aconselhamento legal inicial remotamente, pela internet ou telefone. Um exemplo negativo relacionado à justiça seria entregar decisões de vida ou morte no campo de batalha para programas de IA. Um dos princípios da Guerra Justa é que alguém deve ser considerado justamente responsável por qualquer morte que ocorra, um requisito ético que não pode ser transferido para máquinas.47 Temos enfrentado a questão moral de máquinas substituindo seres humanos em trabalhos físicos por muitos anos. Alguns podem argumentar que o trabalho manual é penoso e que as máquinas nos dão liberdade para realizar trabalhos mais criativos. Agora, com a IA, temos uma nova versão deste dilema, à medida que sistemas especialistas são desenvolvidos para substituir profissionais como médicos, advogados, ou talvez até mesmo engenheiros. Mas será que ao nos livrarmos do trabalho nos livraríamos exatamente da atividade que nos faz humanos? O trabalho não é um resultado da queda; tanto o trabalho manual como o trabalho intelectual são partes legítimas de nosso chamado criacional neste mundo. Em seu livro, The Glass Cage, Nicholas Carr oferece uma sofisticada discussão sobre os diversos efeitos da automação, ilustrando que ela é uma escolha ética, já que molda nossas vidas e nosso lugar no mundo.48

 

Poderíamos usar a tecnologia de IA para nos ajudar a amar a misericórdia. Por exemplo, já existem hoje sistemas de processamento de imagens baseados em IA que podem detectar certos tipos de câncer de mama em imagens de mamografias com resultados melhores que aqueles alcançados quando apenas médicos fazem o diagnóstico.49  Como outro exemplo de misericórdia, poderíamos prover assistência, oferecendo um primeiro contato para call centers com reconhecimento natural de voz baseado em IA, de forma que tarefas triviais pudessem sem completadas de forma rotineira. Garantiríamos também que um operador humano pudesse intervir de forma adequada para necessidades mais criativas e orientadas a serviços. Sistemas de automação residencial poderiam dar aos idosos a possibilidade de serem independentes por mais tempo, ajudando-os com tarefas cotidianas como limpeza e preparação de refeições. Entretanto, é importante que sistemas como esse não substituam completamente os seres humanos. Por exemplo, o projeto de programas de IA e robôs deve reconhecer normas sociais e não deve ser utilizado para substituir o cuidado e a companhia humana. Sherry Turkle observa que qualquer relacionamento com um robô é um relacionamento de uma pessoa só.50

 

Poderíamos utilizar a tecnologia de IA com humildade ao reconhecermos nossas próprias limitações humanas. Se estivermos incertos sobre o status de nossas criações baseadas em IA, talvez devêssemos, em humildade, evitar tais projetos. Ou seja, talvez exista um limite além do qual podemos desenvolver tecnologias cujas implicações não compreendemos totalmente. Temos uma longa história de “deixar o gênio sair da lâmpada”, e sabemos que uma vez fora, não é possível colocá-lo de volta. Este é o risco ilustrado no conto do “aprendiz de feiticeiro”. Entretanto, mesmo que alguns, ou mesmo a maioria, concordasse em ter prudência com a pesquisa e o desenvolvimento nesta área, alguns poucos poderiam continuar com esses desenvolvimentos. Ao considerarmos as ferramentas de IA que construímos, precisamos ter em mente nosso propósito. Toda tecnologia é utilitária: desenvolvemos ferramentas como meios para alcançar fins. Mas a tecnologia tem um viés; e ele nos molda quando as utilizamos. Como a IA pode nos ajudar a cumprir nosso propósito sem que os meios distorçam nossos fins? Para começar, não deveríamos buscar desenvolver máquinas pensantes para nos substituir; em vez disso, devemos desenvolvê-las para que nos ajudem a pensar, e para que aumentem e estendam nossas habilidades. Com relação à IA, Fred Brooks sugere que devemos explorar softwares que ampliam a inteligência para trabalhar em conjunto com os seres humanos, em vez de nos concentrarmos em construir “cérebros gigantes”.51 Em um artigo sobre os benefícios e riscos da IA, os autores concluem que “Algumas das mais empolgantes oportunidades no futuro da IA unem os talentos complementares de pessoas e sistemas de computação”.52
Como um pensamento final sobre a nossa redenção como seres humanos, nós, cristãos, esperamos por restauração. Em contraste, considere que Ray Kurzweil espera o dia em que poderemos baixar nossos cérebros em computadores e, assim, descartar o “hardware” frágil de nossos cérebros e corpos.53 Kurzweil prossegue citando Yeats, que reflete sobre nosso ser físico como “uma coisa insignificante, um casaco esfarrapado num cabide”. Nós rejeitamos esta tese – a história bíblica afirma o valor de nossos corpos físicos e do mundo físico. Embora nossos corpos e almas sejam temporariamente separados na morte, o plano redentor de Deus envolve um novo céu e uma nova terra, e uma ressurreição corporal para os crentes.54 Não seremos almas sem corpos flutuando no éter; em vez disso, esperamos pelo dia em que Deus vai renovar sua criação, que incluirá tanto nossas almas como nossos corpos.

 

Notas

35. Richard J. Mouw, “The Imago Dei and Philosophical Anthropology”, Christian Scholars Review, XLI:3, Spring 2012, p. 259.

  1. Mouw, p. 265.
  2. Colin E. Gunton, The One, the Three and the Many: God, Creation and the Culture of Modernity, Cambridge University Press, 1993, p. 60.
  3. Dickerson, pp. 43-44.
  4. ibid., p. 56.
  5. Henk Geertsema, “Cyborg: Myth or Reality?”, Zygon, 41, 2006, p. 324.
  6. Anthony A. Hoekema, Created in God’s Image, Eerdmans, 1986, p. 4.
  7. Frederick P. Brooks, “The Computer Scientist as Toolsmith II,” Communications of the ACM , vol. 39, no. 3, March 1996, p. 63.
  8. ibid., p. 64.
  9. Albert M. Wolters, Creation Regained: Biblical Basics for a Reformational Worldview, Eerdmans, 1985.
  10. Weizenbaum, pp. 8, 227.

 

  1. ibid. p. 11.
  2. Noel Sharkey, “Automated Killers and the Computing Profession,” Computer, vol. 40, no. 11, 2007, p. 122.
  3. ibid. p.17.
  4. http://www.breastcancer.org/research-news/20130425-4
  5. Sherry Turkle, Alone Together, Basic Books, 2011, p. 56.
  6. Brooks, p. 64.
  7. Dietterich.
  8. Kurweil, p. 129.
  9. Para uma discussão relevante sobre este assunto, veja: J. Richard Middleton, A New Heaven and a New Earth, Baker Academic, 2014.

 

 

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