Grupos

Participantes dos grupos compartilham…

Leia abaixo alguns depoimentos de integrantes de nossos grupos de estudos.

Luiz Gustavo Ralph de Oliveira Advogado, Membro do grupo ABC² – RECIFE/PE

Sempre fui intrigado pela forma que o tema ciência e fé era discutido tanto na igreja, quanto fora dela. Em 2015 tive notícia de um seminário de dois dias sobre o tema, na igreja A Ponte, sendo Guilherme de Carvalho o preletor. Lá eu descobri que alguns irmãos já estavam pensando e propondo o que viria a se tornar a ABC². Naturalmente, sai do seminário com bastante coisa pra refletir/estudar e, desde então, fiquei atento aos futuros movimentos que desaguariam na ABC². Hoje participo do grupo local da ABC² em Recife. Entendo que a ABC² ocupa espaço de fundamental importância para saúde da igreja brasileira, por tratar em cursos, seminários, palestras, congressos e grupos locais de assuntos que, salvo em nichos específicos, não eram tratados com a profundidade que demandavam. Outrossim, há que se destacar a promoção do diálogo entre a igreja e o mundo das ciências naturais e humanas de forma firme e saudável, sem abrir mão de aspectos centrais da nossa fé, os quais não podemos jamais negociar. O mundo passa por tempos nebulosos, precisamos de referências em Cristo tanto para capacitação das nossas igrejas locais, quanto para ocupação de espaço público e nessas duas frentes a ABC² tem feito papel importante para o reino de Deus.

 

Cleiton Balieiro Membro grupo de São Paulo/SP

Participar de um grupo de estudos (Núcleo São Paulo) tem me possibilitado uma compreensão melhor de como conciliar a minha área acadêmica e a fé que professo. O diálogo entre pessoas que professam a mesma fé e estão engajados em não ceder diante do cientificismo é fundamental para os cristãos que estão na academia.

 

Diego Bezerra Líder grupo de Curitiba/PR

Minha trajetória no conflito entre fé cristã e a ciência começou cedo, mais precisamente aos 14 anos. Neste período eu frequentava uma Igreja evangélica, na qual irei preservar o nome, participava das aulas de EBD e na escola eu tinha aulas de ciências e filosofia. Sempre fui muito curioso nunca me dei por satisfeito com qualquer resposta simples, eu ficava me perguntando: Deus fez Homem ou somos descendentes de Macacos? Como o Universo foi criado? Quem criou Deus? Por que na minha escola eu aprendo uma coisa e na igreja outra? Quem está certo?

Não aguentei as dúvidas e resolvi perguntar para o meu professor de EBD durante uma das aulas, a resposta que eu recebi foi: “Cala-se, você não pode falar dessas coisas aqui! Isso é heresia!”. Não suportei a resposta e meu coração endureceu, procurei pelos meus professores da escola e eles me explicaram tudo que sabiam e me indicaram vários livros. Acabei me interessando futuramente por Psicologia e durante o curso, estava convencido que Deus não existia e que a religião era algo danoso. Em dezembro de 2014, estava com 29 anos, eu descobri que estava com câncer. Durante a internação tive uma experiência com Deus que nenhum livra de psicologia e psicanálise poderiam explicar, fui tocado pelo espírito santo e estava novamente nos braços do Senhor. Porém quando comecei a fazer discipulado, não resisti e bombardeei o meu discipulador com muito mais perguntas que o meu antigo professor de EBD, o mesmo se esforçou muito para me responder conforme podia. Em março de 2015, um colega de célula me avisou que haveria um Seminário de Cristãos na Ciência na nossa Igreja. Fiquei super empolgado e pensei: finalmente irei tirar as dúvidas que tenho. Chegando ao seminário percebi que sabia muito menos do que imaginava e achei isso fantástico. Descobri a oportunidade de estudar e que não estava sozinho existiam outros preocupados com a mesma questão que eu e outros com questões muito mais complexas que jamais havia imaginado.

Logo após esse seminário, iniciei um grupo de estudos em minha cidade e percebi que meus companheiros compartilhavam da mesma angústia, cada um com sua história e até apelidamos esse momento de “liberação de angústia”. Atualmente sou o representante do grupo local e comigo mais oito pessoas na administração desse trabalho. Cada encontro tem em média 15 participantes e um grupo online com 130 pessoas, também ajudamos as cidades próximas (Paranaguá, Witmarsun e Campo Mourão) a formar novos grupos.

Conhecer a ABC² ajudou a fortalecer a minha fé, a liberar perdão ao meu professor de EBD, resolver conflitos antigos e ajudar o próximo nas mesmas indagações.

 

João Vitor – Economista – Líder grupo de Pouso Alegre/MG

Há alguns anos, tomei a decisão de seguir a carreira acadêmica. Aos poucos fui descobrindo cada vez mais minha paixão pela leitura, pelo estudo e pela pesquisa. O incentivo para isso foi ainda maior a partir do momento que fiz a transferência para o curso de Economia da Unicamp, em 2013.  A fertilidade do ambiente de Campinas acabou se revelando uma faca de dois gumes. Ao mesmo tempo em que passar o dia inteiro estudando no agradável ambiente da biblioteca do Instituto de Economia, a bipolaridade intelectual de professar uma fé que jamais conversava com aquilo que eu estudava era uma realidade insidiosa. Essa ruptura foi se traduzindo numa acomodação acrítica a um conjunto de ideias e pressupostos extremamente vulneráveis a um escrutínio mais profundo, e, como não poderia deixar de acontecer a um ser integral como o ser humano, numa idolatria da vida acadêmica que foi empurrando para escanteio outros âmbitos importantes da vida, como a igreja.

Mas Deus me concedeu a graça de experimentar a restauração da minha vida devocional e da comunhão com Ele e com a Sua Igreja. Além disso, me levou a conhecer irmãos em Cristo que me introduziriam a um universo até então desconhecido, em que a fragmentação intelectual de outrora não apenas não era a regra, mas era superada por uma visão mais integral da realidade, relacionando especialmente a realidade científica com a qual eu convivia diariamente com a realidade da fé que, até aquele momento, parecia ser encontrada apenas nos momentos devocionais e nas reuniões da igreja.

Embora eu já tivesse entrado em contato com outros materiais, o grande pontapé para o ingresso neste novo universo se deu com a leitura do livro O Teste da Fé. Os relatos ali apresentados não apenas abriram minha mente para questões e formas de pensar relevantes, até então desconhecidas, mas me emocionaram profundamente, pela significativa identificação com aquilo que eu mesmo almejava viver: a relação entre a fé em Cristo Jesus e a minha paixão vocacional, que era a ciência. Algum tempo depois, tomei conhecimento do Grupo de Estudos da ABC² em Campinas, e passei a frequentar as reuniões, ao mesmo tempo em que mergulhava na literatura e nos recursos que encontrava sobre o campo.

Foi na 1ª Conferência Nacional da ABC², em 2016, que o interesse se uniu à motivação de trabalhar por isso, baseada nas possibilidades concretas com a qual me deparei na conferência. Ver que existiam muitas pessoas seriamente comprometidas tanto com a boa prática científica quanto com a extensão completa do senhorio de Cristo sobre todos os âmbitos da vida abriu um novo horizonte de perspectivas quanto a como eu poderia conduzir meu futuro profissional e vocacional e como eu poderia contribuir para a igreja e para a sociedade com o uso dos recursos que Deus estava me dando.

Foi assim que passei, junto com um amigo, a gestar a ideia de iniciar um Grupo de Estudos (GE) da ABC² na cidade de Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, para onde voltaria em abril de 2017. Passamos o restante do ano planejando e nos preparando, até que, finalmente, em fevereiro de 2018, começamos as reuniões do grupo. Como era de se esperar de uma cidade menor e de interior, a adesão não foi, e não tem sido, grande. Mas isso não tem me desanimado. Deus tem confirmado cada vez mais a importância do trabalho que a ABC² tem realizado e a urgência mesma deste empreendimento, principalmente para as nossas igrejas. Uma das coisas que tem nos motivado a continuar é a consciência de que é um trabalho devagar, gradual, mas de um potencial gigantesco.

 

Elkenita Guedes Doutoranda em Oceanografia Membro do Grupo de Recife

Durante muito tempo na minha vida acadêmica vivi na dualidade: Segunda a Sexta – Vida Acadêmica X Final de Semana – Vida Espiritual. Até que começaram perguntas sobre pontos de conexão entre essas duas áreas e comecei a perceber que elas não são distintas. Foi nesse momento que comecei a procurar materiais e descobri que tem mais gente como eu preocupada em estar conectando os pontos. A partir daí conheci o grupo local que participo até hoje. A sensação de: “Você não está sozinho”, além de confortante é estimulante, pois me leva a buscar estudar mais e tentar promover um diálogo correto sobre a questão fé e ciência tanto na Universidade, quanto na Igreja. Além disso, ter um grupo de apoio e oração que compreende quando você pede pelos prazos que estão apertados, pela bolsa que está acabando, pelo aceite do artigo e coisas deste tipo, faz muita diferença. Participar da ABC² tem me levado me aprofundar nos estudos, conhecer gente nova que compartilha pontos de vista em comum, tem me ajudado a ter uma visão mais integral sobre a vida e a perceber a beleza trazida pela ordem do Criador.

 

André Gomes Quirino Membro do grupo de São Paulo/SP

Contar com um momento na semana, em que me reúno com irmãos em Cristo para conversar sobre fé e a atividade que desenvolvemos ali mesmo onde nos encontramos, na universidade, tem sido para mim uma prática agregadora e consoladora. Eu passo os dias anteriores à reunião ansioso para que aquele momento chegue, pois ele já tem assumido uma função revigoradora na minha rotina. Mais do que isso: orar com colegas de academia, conversar sobre pesquisas acadêmicas com outros cristãos, ouvi-los desabafar dúvidas e dilemas muito semelhantes aos meus próprios, compartilhar testemunhos pessoais com amigos que nitidamente podem tirar proveito deles, assim como ser desafiado pelos exemplos desses irmãos, já é, em si mesmo, uma atividade que confere sentido àquilo em que tenho cotidianamente empenhado meus esforços. Algo que eu recomendaria a qualquer outro universitário cristão como uma prática mantenedora da sanidade e incitadora de produtividade.

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